domingo, 13 de abril de 2014

Orações para a Semana Santa

Orações para a
SEMANA SANTA  
Baseado no Livro de Oração Comum
da Igreja Protestante do Século XVI

 ANO A

Orientação: Ore a oração do Dia, leia as Leituras indicadas, faça um período de silêncio (5 minutos) e termine com a Oração do Pai Nosso.

LITURGIA DE RAMOS – Domingo pela manhã.
Cor litúrgica: vermelho
Oração
            Onipotente e Eterno Deus, de tal modo amaste o mundo, que enviaste teu Filho, nosso Salvador Jesus Cristo, para tomar sobre si a nossa carne e sofrer morte na cruz, dando ao gênero humano exemplo de sua profunda humildade; concede, em tua misericórdia, que imitemos a sua paciência no sofrimento e possamos participar também de sua ressurreição; mediante o mesmo Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém
 Leituras:
Ano A: Is 50:4-9a; Sl 31:9-16; Fp 2:5-11; Mt 26:14-27.66 ou Mt 27:11-26
Ano A: Mt 21:1-11; Sl 118:1-2, 19-29

LITURGIA DA PAIXÃO  - Domingo a Noite.
Cor litúrgica: vermelho
Oração
            Deus Todo-poderoso, o teu Filho querido não ascendeu à alegria sem que primeiro sofresse a dor, nem entrou na glória sem ser crucificado; concede-nos misericordioso que, andando nós no Caminho da Cruz, nele encontremos a vida e a paz. Mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
Leituras:
Ano A: Is 50:4-9a; Sl 31:9-16; Fp 2:5-11; Mt 26:14-27.66 ou Mt 27:11-26

SEGUNDA-FEIRA SANTA
Cor litúrgica: vermelho
Oração:
            Onipotente Deus, cujo Filho muito amado não gozou perfeita alegria, senão após o sofrimento, e só subiu à glória depois de crucificado; concede-nos misericordioso que, seguindo o caminho da cruz, seja este para nós vereda de vida e paz; por Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.
 Leituras: Anos A, B, C: Is 42:1-7; Sl 27:1-8; Heb 9:11-15; Jo 12:1-8.

TERÇA-FEIRA SANTA
Cor litúrgica: vermelho
Oração:
            Ó Deus, que pela paixão de teu bendito Filho, fizeste com que o instrumento da morte vergonhosa se tornasse para nós símbolo de vida; concede que nos glorifiquemos na cruz de Cristo, a fim de que alegremente suportemos infâmias e privações, por amor de teu Filho, nosso Salvador Jesus Cristo, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.
 Leituras: Anos A, B, C: Is 49:1-6; Sl 71:1-12; 1 Cor 1:18-31; Jo 12:27-36

QUARTA-FEIRA SANTA
Cor litúrgica: vermelho
Oração:
            Ó Senhor Deus, cujo bendito Filho, nosso Salvador Jesus Cristo, teve o seu corpo torturado e seu rosto cuspido; concede-nos a graça de enfrentar com esperança os sofrimentos deste tempo e de confiar na glória que há de ser revelada; por Jesus Cristo teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.
 Leituras: Anos A, B, C: Is 50:4-9a; Sl 70; Heb 12:1-3; Jo 13:21-30  e  Mc 12:1-11

QUINTA-FEIRA SANTA
Cor litúrgica:
branco

Oração
            Ó Pai Onipotente, cujo amado Filho, na noite anterior à sua paixão, instituiu o Sacramento do seu Corpo e Sangue; concede-nos, misericordioso, que dele participemos agradecidos, em memória daquele que nestes santos mistérios nos dá o penhor da vida eterna, teu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

Leituras:
Ano A: Êx 24:1-11; Sl 116; 1 Co 10:16-17; Mt 26:36-56

SEXTA-FEIRA SANTA
Cor litúrgica:
vermelho
Oração
             Deus Onipotente, nós te suplicamos olhes com misericórdia para esta família que é tua, e pela qual nosso Senhor Jesus Cristo não hesitou em entregar-se, traído, às mãos de homens iníquos, e sofrer morte de cruz; o qual vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.
            Onipotente e Eterno Deus, que por teu Espírito governas e santificas todo o corpo da Igreja; recebe as súplicas e orações que por todos os seus membros te oferecemos, para que estes, na sua vocação e ministério, te sirvam com verdadeira piedade e devoção; mediante nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.
           
 Leituras:
Ano A: Is 50:4-7; Sl 22; 2 Co 5:(14-18)19-21; Mt 27:(27-32)33-50
SÁBADO SANTO PELA MANHÃ
Cor litúrgica:
vermelho
Oração
Ó Deus, Criador do céu e da terra; concede que, assim como o corpo crucificado de teu amado Filho foi colocado no túmulo e descansou neste sábado santo, também sepultados com Ele aguardemos o terceiro dia e com Ele ressuscitemos para uma vida nova; o qual vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.


 Leituras: Anos A, B, C: Jó 14:1-14,  Lm 3:1-9, 19-24; Sl 31:1-4,15-16; 1 Pe 4:1-8; Mt 27:57-66 e  Jo 19:38-42

segunda-feira, 17 de março de 2014

Como Viver a Quaresma Cristã



Como Viver a Quaresma Cristã
Rev. Edson Cortasio Sardinha


A palavra "Quaresma" vem do latim "quadragésima", isto é, "quarenta", e está ligada a acontecimentos bíblicos, que dizem respeito à história da salvação: O jejum de Moisés no Monte Sinai;  caminhada de Elias para o Monte Horebe, caminhada do povo de Israel pelo deserto, jejum de Cristo no deserto etc..
Como se vê, é um tempo, pois, cheio de reminiscências bíblicas, o que dá mais ainda à liturgia uma profunda conotação com a história da salvação.
Com a Quaresma tem início o ciclo da páscoa.
Chamado, liturgicamente, de tempo de preparação penitencial para a Páscoa, a Quaresma, a exemplo também do Advento, tem dois momentos distintos: o primeiro vai da Quarta-Feira de Cinzas até o Domingo da Paixão e de Ramos, e o segundo, como preparação imediata, vai do Domingo de Ramos até à tarde de Quinta-Feira Santa, quando se encerra então o tempo quaresmal e se inicia o Tríduo Pascal.
Mas do Domingo da Paixão e de Ramos até sábado Santo chamamos de Semana Santa.
O tempo da Quaresma é tempo privilegiado na vida da Igreja. É o chamado tempo forte, de conversão e de mudança de vida. Sua palavra-chave é: "metanóia", ou seja, conversão.
A quaresma foi a primeira Campanha de Oração da Igreja Primitiva. Eram 40 dias de preparação para a Páscoa, pois no domingo da Páscoa era celebrado o sacramento do Batismo.
É uma campanha de Oração com Retiros Espirituais de preparação para a Paixão e a Ressurreição do Senhor. 

5. O EVANGELHO DOS DOMINGOS DA QUARESMA
No 1º e no 2º domingo da Quaresma, dos anos A, B e C, a temática do Evangelho é a mesma, mudando apenas o Evangelista sinótico.
Assim, no 1º domingo, sempre será o episódio da tentação de Jesus, ao passo que, no segundo, sempre vai voltar o tema da transfiguração do Senhor.
Já no 3º, 4º e 5º domingo, vamos ter: no ano A, os chamados evangelhos catecumenais, isto é, aqueles de que se servia a Igreja primitiva para a preparação dos catecúmenos para o batismo na noite santa da Vigília Pascal, cuja temática traz relação com o batismo: a água viva, a luz e a vida. Já o evangelho dos mesmos domingos do ano B são de fundo cristológico, e os do ano C se voltam para o tema da conversão, como é próprio de Lucas.
Este é o Ano A, portanto serão as seguintes leituras:

1º domingo - Mt 4,1-11 - Tentação de Jesus - Ele vence a fome: de pão, de glória e de poder.
2º domingo - Mt 17,1-9 - A transfiguração de Jesus, certeza de nossa transfiguração.
3º domingo - Jo, 4,5-42 - A água viva - Amar a Deus em espírito e verdade.
4º domingo - Jo 9,1-41 - A cura do cego de nascença - Abrir-se para a luz.
5º domingo - Jo 11, 1-45 - A ressurreição de Lázaro - Eu sou a ressurreição e a vida.

5. Como viver o período Quaresmal?
Os domingos: Os domingos da Quaresma são ricos. Os Evangelhos e os textos Bíblicos convidam para o arrependimento e nos preparam para o sacrifício do Senhor.
Lecionário: Leia as leituras Bíblicas de cada domingo que são apresentadas no final do Boletim, segundo o Lecionário Comum.
Jejum: Faça jejum uma vez por semana, de preferência na sexta-feira lembrando-se da morte do Senhor. Caso tenha dúvidas, por motivo de saúde, pergunte ao seu médico sobre a duração do jejum e o que não poderá se abster nestas horas.
Abstinência: Faça abstinência em oração e consagração de alguma coisa importante para você. (exemplo: televisão, carne, refrigerante, etc.).
Oração: Coloque diante de Deus diariamente sua vida e família e clame por conversão e unção de Deus para que possamos viver verdadeiramente a justiça e a paz de Cristo no mundo.
Leituras de Espiritualidade: Procure leituras próprias para este período. Livros que falem sobre oração, jejum, conversão, sacrifício do Senhor, etc.
Caridade: Não apenas na Quaresma, mas em todo o tempo, viva o jejum praticando a Caridade e o amor ao próximo.
Conversão: Todo tempo pensamos na necessidade de conversão. A Quaresma nos ajuda a aprofundar este exame pessoal e nos convida ao arrependimento e a volta ao Senhor.

            Retiros Quaresmais: Participe de Retiros Quaresmais.


Os Evangelhos da Quaresma - Ano A
Rev. Edson Cortasio Sardinha

Neste ano o Lecionário Dominical obedece as Leituras do Ano A que privilegia o Evangelho de Mateus. As leituras bíblicas seguem uma ordem que nos edifica e nos desafia a viver a radicalidade do Evangelho do Senhor Jesus.  

            1º domingo - Mt 4,1-11 - Tentação de Jesus - Ele vence a fome: de pão, de glória e de poder. No primeiro domingo da Quaresma caminhamos com Cristo até o deserto e encontramos o tentador nos oferecendo as glórias do mundo, do secularismo e da política. O tentador que caminha  próximo de nós  para nos retirar do caminho da humildade e da radicalidade do Evangelho. O jejum de Cristo e o uso da Palavra de Deus são elementos para o caminho quaresmal. Este Evangelho nos recorda que não somente vivemos a quaresma, como a vida é um tempo de quaresma, lutas e provações, mas pela graça de Deus através da Palavra, oração e jejum, vencemos as ciladas do maligno.

            2º domingo - Mt 17,1-9 - A transfiguração de Jesus, certeza de nossa transfiguração. No segundo domingo subimos o tradicional Monte Tabor para encontrar com o Senhor Jesus refazendo a fé dos apóstolos e antecipando a glória de sua ressurreição. Jesus é confirmado pelos profetas Elias e Moisés que conversam sobre seu ministério em Jerusalém. Em Jerusalém viria a dor, o sofrimento, a morte e a ressurreição. O Cristo que é transfigurado conseguirá vencer o calvário e será transfigurado em sua ressurreição para a nossa salvação. Como igreja precisamos nos transfigurar com Cristo e avançar para a missão. A voz do Pai ouvida por Pedro, Tiago e João garante que Jesus é o Filho amado em quem o Pai tem prazer.
            3º domingo - Jo, 4,5-42 - A água viva - Amar a Deus em espírito e verdade. No terceiro domingo encontraremos com Cristo que saciará nossa sede. Ele é a água viva que nos leva a transformação necessária. Deus espera e procura os verdadeiros adoradores que irão adorá-lo em Espírito e em Verdade. Este encontro no poço de Jacó transforma a nossa vida e alimenta a nossa Missão.

            4º domingo - Jo 9,1-41 - A cura do cego de nascença - Abrir-se para a luz. O quarto domingo da quaresma é também chamado de Domingo Laetare, Domingo da Alegria. A Palavra de Deus nos convida a alegria da ressurreição em plena quaresma. em meio ao sofrimento da vida presente, nos alegramos pela esperança do porvir. O Evangelho nos levará a cura do cego de nascença e veremos Cristo nos curando para um Evangelho santo sem a cegueira da idolatria e do tradicionalismo farisaico. Cristo é a Luz que brilhou em nossas trevas.

            5º domingo - Jo 11, 1-45 - A ressurreição de Lázaro - Eu sou a ressurreição e a vida. No quinto domingo iremos a Betânia encontrar com a vida de Cristo ressuscitando o morto Lázaro. O Evangelho nos aponta para a glória da Páscoa de Cristo em nossa vida. Não apenas ressuscitou dentre os mortos, mas irá nos ressuscitar para uma vida transformada e abençoada. Já podemos hoje viver a santidade e a radicalidade da paz e da justiça do Evangelho.

            A caminhada da Quaresma é uma caminhada de ascese (exercício) da fé através do Jejum, dos Retiros e da Santidade em atos concretos para com Deus e com o próximo. Que nesta santa quaresma possamos ser cheios do Espírito Santo e crescer na graça do Senhor Jesus através das disciplinas espirituais. Quaresma fala desse esforço e disciplina.
            É nesta visão que João Wesley escreveu:

"Ele não nos salvará a menos que "nos salvemos desta geração má", a menos que "combatamos o bom combate da fé e nos apoderemos da vida eterna"; a menos que "soframos o entrar pela porta estreita"; que "nos neguemos a nós mesmos e tomemos a nossa cruz diariamente", e nos esforcemos por todos os meios possíveis por "tornarmos certos o nosso chamado e a nossa." eleição". (Sermão: "Sobre a realização da nossa própria salvação"). 

sábado, 4 de janeiro de 2014

A Espiritualidade da Epifania

Epifania — palavra grega, significa entrada poderosa, chegada solene de um rei ou imperador tomando posse de um território; ou da aparição de uma divindade ou de sua intervenção prodigiosa.
Para nós, cristãos, é a festa da manifestação de Jesus, que veio para todos os povos.
A Epifania é para o Natal, o que Pentecostes é para a Páscoa: seu desenvolvimento e proclamação ao mundo é o desfecho radiante do Natal!
A Epifania é uma festa mais antiga do que o Natal. Celebra-se a manifestação (epifania) de Jesus Cristo como Deus.
Três passagens epifânicas são lembradas neste domingo: A Vinda dos Magos do Oriente (não eram três, nem eram Reis), o Batismo do Senhor e as Bodas de Caná da Galileia.
No Natal Jesus se manifestou aos judeus, na Epifania ele se manifesta aos gentios.
Jesus vem ao mundo para se humilhar. O próprio nascimento, vida e morte do Senhor é uma contradição para a mente humana. Refletindo no paradoxo de Jesus, Santo Agostinho diz: “Vejam! O Criador do ser humano se fez homem para que, Aquele que governa do mundo sideral, se alimentasse de leite; para que o Pão tivesse fome; para a Fonte tivesse sede, a Luz adormecesse, o Caminho se fatigasse na viagem, a Verdade fosse acusada por falsos testemunhos, o Juiz dos vivos e dos mortos fosse julgado por um juiz mortal, a Justiça fosse condenada pelos injustos, a Disciplina fosse açoitada com chicotes, o Cacho de uvas fosse coroado de espinhos, o Alicerce fosse pendurado no madeiro; para que a Virtude se enfraquecesse, a Saúde fosse ferida e morresse a própria Vida” (Sermão 191,1).
Agostinha via o presépio como mistério do Deus que deseja ocupar os nossos corações como Templo: «Jesus jaz no presépio, mas leva as rédeas do governo do mundo; toma o peito, e alimenta aos anjos; está envolto em panos, e veste a nós de imortalidade; está mamando, e o adoram; não encontrando lugar na pousada, fabrica seus templos nos corações dos crentes. Para que se fortalecesse a debilidade, se debilitasse a fortaleza... Assim, acendemos nossa caridade para que alcancemos a sua eternidade». (Sermão 190,4).
O Natal e a Páscoa não são epifanias para o mundo. O mundo não consegue amar e seguir um Deus encarnado e crucificado. Mas para nós a vida de Cristo é total epifania do seu poder. Santo Agostinho diz: «A humildade é ela mesma que se lança ao rosto dos pagãos. Por isso nos insultam e dizem: Que Deus é esse que adorais? Um Deus que nasceu? Que Deus adorais? Um Deus que foi crucificado? A humildade de Cristo desagrada aos soberbos; mas se a ti, cristão, agrada, imita-a; se a imitas, não trabalharás, porque Ele disse: Vinde a mim todos vós que estais sobrecarregados». (Narrações. 93,15).
A Epifania manifesta este mistério de Deus aos magos e ao mundo pagão. Agostinho diz: «Jazia no presépio, e atraia aos Magos do Oriente; se ocultava em um estábulo, e era dado a conhecer no céu, para que por meio dele fosse manifestado no estábulo, e assim este dia se chamasse Epifania, que quer dizer manifestação; com o que recomenda sua grandeza e sua humildade, para que quem era indicado com claros sinais no céu aberto, fosse buscado e encontrado na “angustura” do estábulo, e o impotente de membros infantis, envolto em panos infantis, fosse adorado pelos Magos, temido pelos maus» (Sermão 220,1).
A Epifania retoma o Natal de Jesus celebrando a sua humanidade manifestada a todos os povos. Traz consigo a mística de que a salvação destina-se a todos: “Levanta-te e brilha, Jerusalém, olha o horizonte e vê. Sobre todas as nações brilha a glória do Senhor” (Is 60,1).
Manifestemos hoje o Redentor de todos os povos e façamos deste dia a festa de todas as nações. Epifania é a festa da chegada da Salvação de Deus para todos os povos. A mensagem da Epifania é: Quem crer e for batizado será Salvo, não importando sua nacionalidade, raça ou cultura. É o deus missionário transcultural vindo ao nosso encontro.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Liturgia do Dia da Sagrada Família

A Espiritualidade da Fuga
Rev. Edson Cortasio Sardinha


                Na cidade catalã de Barcelona (Espanha) encontra-se o magnífico Templo Expiatório da Sagrada Família, também conhecido simplesmente como Sagrada Família.
            É uma igreja católica desenhada pelo arquiteto catalão Antoni Gaudí, e considerado por muitos críticos como a sua obra-prima e expoente da arquitetura modernista catalã.
            O  projeto foi iniciado em 1882 e assumido por Gaudí em 1883, quando tinha 31 anos de idade, dedicando-lhe os seus últimos 40 anos de vida, os últimos quinze de forma exclusiva. A construção teve financiamento privado. Estima-se que a conclusão deverá ser um pouco para antes de 2026, centenário da morte de Gaudí.
            O nome do Templo Sagrada família fala da devoção surgida na Igreja católica no XVII, quando os cristãos começaram a prestar atenção ao fato de que Jesus, o Filho de Deus, desceu do céu e se fez homem dentro de uma família. Ele nasceu numa família comum. Seus pais eram pessoas comuns, simples, trabalhadores, como tantas famílias espalhadas pelo mundo. Maria, uma dona de casa, José um carpinteiro e Jesus, um filho exemplar e obediente. Uma família feliz e simples.
             A festa da Sagrada Família foi instituída pelo papa Leão XIII, em 1883. Depois disso, foi estendida pelo papa Bento XV a toda a Igreja. Começaram a vender imagens da sagrada família e crer no poder mágico das esculturas.
            O primeiro domingo após o Natal meditamos no Evangelho que fala da família de Jesus. Deus desejou ter uma família e escolheu José e Maria como pais terrenos.
            Como família simples, humildade e religiosa, teve vários problemas e dificuldades, principalmente com relação a perseguição de Herodes e a fuga para o Egito.
            O Evangelho do deste domingo - Ano A - é Mateus 2.13-15, 19-23. Conta a história desta fuga para salvar a vida do menino Jesus. Este evangelho nos faz muitas provocações.
Somos condicionados a não fugir. A fuga parece não fazer parte do cristão vencedor. Um líder de verdade nunca foge. São falas longe da realidade.
            Na dimensão da fé e da espiritualidade a fuga é importante para o nosso crescimento. As perguntas precisam ser: Fugir por quê? Fugir para onde? O que construir na fuga? Quem está me motivando a fugir?
            A Bíblia diz que “um anjo do Senhor apareceu a José em sonho, dizendo: Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito, e ali fica até que eu te fale; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Levantou-se, pois, tomou de noite o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. e lá ficou até a morte de Herodes...”. (Mt 2.13-15).
Essas palavras parecem contraditórias diante de nossos vícios pelo sucesso e prosperidade. Parece um anjo fraco! Como isso pode acontecer? Um poderoso anjo; ao invés de matar Herodes; manda José fugir?
            Estas aparentes contradições aparecem com frequência em nossa caminhada cristã. Existem tempos que não temos respostas de Deus. Até parece que o mal está prevalecendo. Herodes continua firme e forte. Continua perseguindo e prevalecendo. Continua sendo o opressor. Nesses tempos a resposta de Deus tem sido: Espere um pouco mais! Outras vezes a resposta é: Olhe a vitória que eu vou te dar! Golias irá morrer! Mas tem vezes que Deus diz: Sebo nas canelas! É momento de fugir para o Egito!
            A fuga ocorre de noite. É uma fuga "escondida". É uma fuga para livramento da própria vida. Fico imaginando a cena: Noite fria; muito escuro. Maria com o bebe no colo. Uma longa estrada pela frente. Muitos ladrões na estrada.
            Deus é poderoso para livrar José e Maria dos ladrões, mas com relação a Herodes o anjo diz: Foge! Isso é fraqueza de Deus? Tem momentos que Deus protege. Tem momentos que Deus te levanta para lutar. Tem momentos que Deus abate os inimigos, mas tem momentos que nada acontece. Só ouvimos uma palavra: Foge!
            Não era momento para enfrentar Herodes. Deus iria enfrentá-lo um dia. O momento era para fugir. Existem muitos Herodes que perseguem o nascimento de Jesus em nosso coração. Existem muitos poderosos Herodes que tenta encardir a fé e descosturar a aliança de Jesus em nosso coração.        Tenho muitas experiências nesta área. As várias vezes que fui vencido, foi porque não fugi como deveria ter feito. Fiquei esperando um anjo do céu e fui abatido. O anjo não veio. Não era para vir. O projeto de Deus era: Foge!
            Quando Deus manda o homem fugir, não espere livramento de outro jeito. Não espere milagres maravilhosos. A orientação é clara: Foge.
José e Maria fugiram para o Egito. Mateus diz que isso ocorreu para que as Escrituras fossem cumpridas. Apesar dessa explicação, é estranho teologicamente ver o Messias fazer o caminho de volta ao Egito. Na liturgia judaica, Egito é lugar de opressão. Deus nos tirou de lá. Lá éramos escravos, oprimidos, massacrados. O Egito é outra contradição. É o local inesperado. È a via mais imprevisível que poderia ocorrer. Egito é que nunca esperaríamos acolhimento. O povo do messias saiu de lá e agora o Messias busca de lá a segurança e o esconderijo. Egito significa lugar inesperado. O ultimo lugar do mundo para nos acolher.
            É isso que Deus está nos falando. Tem momentos onde somos acolhidos e restaurados por Deus por pessoas que nunca imaginávamos. Lembro-me de uma freira que passou mal num curso de liturgia. Estavam presentes diversos padres, freis e freiras e um pastor protestante. Ela buscou auxílio no pastor que a levou para o hospital e depois para o seu convento. Esse pastor foi um “Egito”, a pessoa inesperada, o bom samaritano.
            São em momentos de fuga que Deus realiza os milagres de acolhimento no Egito. José teve um grande milagre. O milagre de ser orientado a não esperar milagres. O milagre de ser agente do próprio milagre e o milagre de obedecer, mesmo não vendo milagres.
            Tem momentos que a espiritualidade nos leva a fugir. Tem Herodes que não se resiste cara a cara. A orientação de Deus é: Foge!  Muitas vezes esses Herodes estão muito perto de nós. Precisamos aprender a fugir para o silêncio, a oração e o deserto.
            Henri J.M.Nouwen relata a história do abade Macário, um dos padres do deserto:
            “Certa vez, depois de dar a bênção aos irmãos na igreja de Scete, o abade Macário lhes disse: Fujam, irmãos. Um dos anciões lhe respondeu: Como podemos fugir além deste ponto, já que estamos no deserto? Então Macário pôs o dedo na boca e falou: Fujam disto. Assim dizendo, entrou em sua cela e fechou a porta”.
            Fugir da própria ansiedade de falar e buscar respostas quando não há. Confiar também é fugir e ficar em silêncio.
            Que neste novo ano possamos fugir para os braços do Senhor e viver a fidelidade de ser servo. Fidelidade nas orações, na caridade, no testemunho, no dízimo e nas ofertas. Assim como Deus providenciou tudo para a família de Jesus, assim também providenciará todas as bênçãos e suprimentos para o caminho.
Feliz Ano Novo!


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Natal do Senhor nas Casas


                                                     
Liturgia para o Culto nas Casas
24 de dezembro de 2013



Oração inicial:
            "Deus Onipotente, que nos deste teu unigênito Filho para que tomasse sobre si a nossa natureza, e nascesse neste tempo de uma Virgem; concede que nós, renascidos e feitos teus filhos por adoção e graça, sejamos de dia em dia renovados por teu Santo Espírito; mediante nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém".

Leitura Bíblica: Leia o Evangelho de Lucas 2.1-14

Narrador I: O Natal é um retorno a Belém. No Natal ouvimos as vozes dos anjos falando das boas novas de grande alegria que será para todos os povos. O Natal seguimos a Estrela até Belém. No Natal voltamos a ver Jesus em sua simplicidade nascendo de Maria e sendo colocado em uma manjedoura. Natal é a concretização da esperança dos profetas. É o início da nossa redenção. O Evangelho de Lucas nos leva a Belém e permite que meditemos na obra salvadora do Senhor Jesus.

Todos: Vem Senhor, neste Natal, trazer a tua Salvação!

ADOREMOS AO SENHOR


1 -  Oh! vinde, fiéis, triunfante, alegres,
Sim, vinde a Belém já movidos de amor; Nasceu vosso Rei, lá do Céu prometido, Oh! vinde, adoremos a nosso Senhor!
2 -  Olhai, admirados, a sua humildade,
Os anjos o louvam com grande fervor, Pois velo conosco habitar encarnado; Oh! vinde, adoremos a nosso Senhor.

3 - Por nós, das alturas celestes baixando, Em forma de servo se fez, por amor, E em glórias a vida nos dá, sempiterna. Oh! vinde, adoremos a nosso Senhor.

4 - Nos Céus adorai-o, vós, anjos em coro, E todos na terra lhe rendam louvor; A Deus honra e glória contentes rendamos; Oh! vinde, adoremos a nosso Senhor.

Narrador II: Indo a Belém: Não estava nos projetos de José e Maria deixar Nazaré e ir a Belém. Foi um compromisso imposto pelo governo num momento muito difícil, pois Maria estava grávida de Jesus. 
            Foi uma decisão de César Augusto (1) "convocando toda a população do império para recensear-se". O problema é que (3) "todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade". Por isso José (4) "subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi".
            Não foi uma decisão de Deus. Foi uma decisão do homem visando interesses humanos e injustos. Mas Deus usou esta situação difícil e angustiante para realizar sua santa vontade. As profecias diziam que Jesus deveria nascer em Belém (Mq 5.2).
            Talvez neste final do ano você esteja avaliando sua vida assim: "Tudo deu errado e a vontade do homem prevaleceu sobre a vontade de Deus!" Mas se você confiar no Senhor e descansar, Ele, um dia, ou mesmo na eternidade, te mostrará que tudo na vida tem um propósito para aqueles que amam o Senhor e que são chamados segundo sua vontade (Rm 8.28).        Natal significa que a Vontade de Deus prevaleceu.
            Você tem descansado no Senhor ou tem vivido muito preocupado?

Todos: Vem Senhor neste Natal fazer a Tua Vontade prevalecer em nossa vida!

Narrador III: O Nascimento do Senhor: Quando José e Maria chegam em Belém Jesus nasce. Maria deu a luz a seu filho primogênito (primogênito significa primeiro, pois ela teve outros filhos com José. Leia  Mateus 12:46, 13:55, 56, Lucas 8:19, Marcos 3:31, João 7:1-10 e   Atos 1:14).
            Maria (7) "enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria".
            Ele foi deitado numa manjedoura (coxo para os animais se alimentar), pois não havia lugar para Ele na hospedaria.
            Em Lv 25.35 e Ex 22.21, o Senhor ordena o cuidado e a fraternidade com o peregrino e estrangeiro. Mas o povo não cumpria a lei e Jesus teve que nascer num quarto de uma casa pobre onde os animais eram guardados, ou numa gruta onde os animais dormiam a noite.
            Hoje Jesus deseja nascer no coração das pessoas. O natal do mundo tem lugar para muitos pecados e tradições, mas poucos se preocupam em adorar o Senhor e aceitá-lo como Senhor e Salvador.
            Quando Jesus nasceu em seu coração?

NO HUMILDE PRESÉPIO
1 -  No humilde presépio, sem ter nada seu, Jesus, pobrezinho, sem teto nasceu.
Os céus, estrelados, fulgentes de luz, Visitam o meigo e divino Jesus.

2 - Desejo a teu lado viver, meu Senhor, / Amar-te e servir-te, Jesus, Salvador.
A teus pequeninos vem sempre guardar / Fazendo-nos todos contigo morar.

Narrador IV: O Anúncio aos Pastores: Jesus nasceu. As profecias foram cumpridas. A esperança dos profetas foram concretizadas. Ele nasceu para salvar homens e mulheres.
            Mas este santo anuncio foi feito aos pobres e rejeitados pastores de Belém. Deus prioriza o pobre e excluído na noite de Natal.
            O texto diz que (8) "Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite".
            Foi neste cenário que a (9) "a glória do Senhor brilhou".
            Como ficaram possuídos de medo o anjo lhe disse: (10) "Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: (11)   é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor".
            A boa notícia era de alegria e para todo o povo sem excluir pobres e ricos.
            O anjo usa três palavras para falar de Jesus como boas-novas (boas notícias): Ele é Salvador, é o Cristo e é o Senhor.
            O Sinal foi a criança deitada numa manjedoura. Muitas crianças nasceram naquela noite, mas apenas uma foi colocada em uma manjedoura.
            Mas porque uma manjedoura?
            Porque era um elemento de identificação com os pastores (12). Os pastores tinham manjedouras nos campos também. Deus usa um simples objeto para identificar ao mundo a vontade de salvar e incluir os rejeitados.
            Os pastores talvez se perguntaram: Porque nós fomos escolhidos para receber esta maravilhosa notícia?
            Uma multidão da milícia celestial, com o anjo mensageiro, dão a resposta aos pastores louvando a Deus e dizendo (14): "Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem". 
A paz é entre os homens a quem Deus quer bem. Ou seja, os pastores que eram rejeitados pelos homens, foram escolhidos por Deus (Mt 22.14). Tivemos a graça de receber o Evangelho e crer naquele que o Senhor enviou. O Natal é mais um sinal de Deus que nossa salvação é a prioridade.
                Você se sente amado por Deus?

Todos: Senhor! Nos alegramos em teu nascimento. Salva-nos Senhor!

Noite de Paz
1 -  Noite de paz! Noite de amor! / Tudo dorme em derredor.
Entre os astros que espargem a luz, / Proclamando o Menino Jesus,
Brilha a estrela da paz!

2 -  Noite de paz! Noite de amor! / Nas campinas ao pastor,
Lindos anjos, mandados por Deus, / Anunciam a nova dos céus:
Nasce o bom Salvador.

3 -  Noite de paz! Noite de amor! / Oh! Que belo resplendor
Ilumina o Menino Jesus! / No presépio do mundo eis a luz,
Sol de eterno fulgor!

Todos:   Hoje o Evangelho de Natal nos ensinou muitas coisas maravilhosas. Assim como José e Maria, precisamos confiar e descansar no Senhor. A sua vontade sempre irá prevalecer. Belém não foi uma circunstância provocada pelo homem, mas uma santa providência de Deus para cumprir sua Palavra.

Narrador V: Precisamos deixar Jesus nascer em nossa vida. Nossa Natal não pode ser cercado apenas de tradições e luzes. Precisa ser um lugar de adoração ao Senhor Jesus.

Narrador VI: Deus nos ajudou e nos salvou. Hoje temos a paz de Deus. Podemos cantar com os anjos: "Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens a quem ele quer bem!".

Narrador VII:    Realmente tivemos a graça de receber o Evangelho e crer no Senhor que nasceu no Natal.
               
Todos: Senhor! Desejamos um Feliz Natal para nossa família, para o Brasil e para o mundo. Jesus é a alegria do nosso Natal!

Oração final: Agradecimento pelo Natal do Senhor.

Oração do Pai Nosso.

Todos: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens a quem Ele quer bem.

Saudação de Feliz Natal.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

4º Domingo do Advento
O Natal está chegando
Rev. Edson Cortasio Sardinha



                O Natal está à porta. Dentro de algumas horas vamos ouvir a Boa Nova trazida pelo anjo do Senhor: “anuncio-vos uma grande alegria que será para todo o povo – nasceu o Salvador” (Lc 2,10).
            Começa hoje os momentos finais da preparação para a festa.
            As luzes do seu coração estão funcionando?
            Como está a alegria, paz e justiça?
            Já preparou a mesa da fraternidade?
            Tem os guardanapos para limpar a boca de toda maledicência e murmuração?
            Já deu uma boa faxina em seu coração?
            Já comprou o presente para o Senhor Jesus?
            O que você dará a Ele?
            Estas perguntas nos preparam para a celebração espiritual do Natal.

            As leituras do 4º Domingo do Advento (Ano A) nos ajuda a celebrar esta data.
            Na primeira Leitura Isaías (7.10-14) fala da profecia da Virgem que conceberá e dará à luz um filho. Maria não apareceu de surpresa. Deus já havia escolhido a menina Maria para ser a mãe do Salvador. O SIM de Maria não foi de improviso. Foi um SIM preparado pela Graça de Deus.
            O Salmo Responsorial 24 celebra o Messias cujo nascimento vamos comemorar. Para celebrar o Natal precisamos ter um coração puro e mãos inocentes. Isso só é possível pela graça do Senhor.
            A Segunda Leitura, em  Romanos 1.1-7, Paulo, ao apresentar Jesus Cristo e a sua obra, sintetiza o plano salvador de Deus. Afirma que Jesus, Filho de Deus, tinha sido “prometido pelos profetas nas sagradas Escrituras”.
            Leitura do Evangelho: Mt 1. 23. Fala do nascimento de Jesus principalmente sobre a figura de José que corajosamente aceitou as palavras do anjo e acolheu Maria como sua esposa e Jesus como seu filho.

            José foi um homem bom e fiel. Um servo dedicado a criação de Jesus. Tudo indica que José morreu antes de Jesus dá início ao seu ministério.
            O José pobre tem a honra, o desafio e a grande missão de ser o “pai” do Salvado do Mundo. Acolhe, com carinho, a Vontade de Deus e recebe Maria como sua mulher.
            O quarto domingo do Advento nos conduz a seriedade de José que escuta a voz do anjo, recebe Maria e se prepara para a caminhada de ser um auxiliador fiel nos primeiros anos de vida do Salvador que é Eterno.
            Que neste Natal possamos refletir sobre o amor de Deus e compartilhar esta graça para as pessoas que necessitam do Evangelho Integral.

            Feliz Natal!